sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Marrocos: Marrakesh, um reveillón do deserto do Saara e os encantos das Montanhas Atlas


Marrocos
Para ir além de Marrakesh 
(Texto originalmente publicado na revista Viaje Mais! Nov.2011)

(Regina Cazzamatta)

Depois de perambular pelas ruas e mercados da famosa cidade marroquina, aventure-se num tour que conjuga as gélidas montanhas da Cordilheira do Atlas e o deserto do Saara



Pouco antes de o avião pousar no aeroporto internacional de Marrakesh, a segunda maior cidade do Marrocos, é possível admirar uma parte da estonteante Cordilheira do Atlas, aos pés da qual o local foi construído. Ainda mais próximo do momento da aterrissagem, dá para  ver uma vastidão de casas rosadas, que permitem entender por que Marrakesh é conhecida como a “cidade vermelha” e “pérola do sul”.
Nesse instante, a imaginação fala mais alto e as imagens das histórias infantis relacionadas às exóticas regiões desérticas vêm à cabeça, incluindo tapetes voadores, dunas e mais dunas de areia, passeios de camelo, encantadores de cobras, comerciantes oferecendo toda sorte de mercadorias... Mas a presença de alguns desses símbolos é somente uma prévia do que as confusas e misteriosas ruas do centro histórico, ponto da cidade chamado pelos marroquinos de medina, podem oferecer.
Localizada na porção central do Marrocos, Marrakesh vale a viagem não só pelas atrações histórico-culturais tombadas pela Unesco, mas também pelos passeios que exploram suas paisagens para lá de extremas e diversificadas, que incluem vales rochosos, o Deserto do Saara e a Cordilheira do Atlas, cujo ponto mais alto ultrapassa os 4 mil metros de altitude.
 Fundada entre os anos de 1070 e 1072 pelos berberes da Dinastia Almoravid - povo com uma cultura de mais de 4 mil anos e que vivia principalmente no Marrocos e no Senegal, antes da chegada dos árabes-, Marrakesh foi um importante centro político e cultural. As reminiscências desse período ainda estão lá na região da medina e na principal praça local, a Djemaa El-Fna.


Caminhar nessa movimentada área dá a impressão de que se está participando de um show de auditório. Adestradores de macacos fazem gracejos com seus animais; serpentes das mais diversas espécies (sempre há najas no grupo) rastejam sobre o chão, levantam o olhar e mostram a língua sob o som das flautas de seus donos; malabaristas amontoam-se em pirâmides, fazem shows, arriscam acrobacias e até engolem fogo, enquanto tatuadores de hena esperam as clientes debaixo de seus guarda-sóis. Por todos os cantos da praça, há “iscas” para turistas curiosos.
Em troca de alguns dirhams, o dinheiro marroquino, os mais corajosos podem até tirar fotos com uma cobra enlaçada ao pescoço - a gorjeta também dá direito a uma bênção em nome de Alá. Porém, antes de sair disparando inúmeros cliques, é de bom-tom pedir para tirar fotografias. E então, quando receber a autorização, o preço da brincadeira será anunciado.
Junto e Misturado
Não são somente os forasteiros que circulam por Djemaa El-Fna. A área é bastante frequentada pelos locais e, por isso mesmo, fornece uma excelente oportunidade para observar as diversas facetas desta cidade tão influenciada pela cultura árabe e islâmica.
Mulheres de burca, somente com os olhos à mostra, se misturam àquelas com roupas ocidentais e cabelos ao vento. Outras evitam as vestes mulçumanas e , em termos religiosos, usam só um lenço sobre a cabeça – modernas, elas cruzam as ruas da medina a bordo de mobiletes. Mas nem todas estão pela praça só de passagem: muitas param para curtir as atrações do pedaço como a pescaria de refrigerantes, semelhante à das nossas festas juninas, quando diferentes itens podem ser fisgados.

 Bastante popular entre os nativos também são as rodas de gnawa, uma mistura de sons religiosos dos povos subsaarianos, berberes e árabes. Se um flash incomodar os músicos, certamente eles mostrarão o chapéu de moedas, de um jeito aborrecido, pedindo uma recompensa. Por outro lado, eles podem até lhe oferecer um banquinho de plástico caso percebam que o viajante está interessado em escutar e conhecer melhor o ritmo.


No entorno da praça, há diversos cafés e restaurantes com terraço, que propiciam uma espetacular e avermelhada vista do pôr do sol, regada a chá de hortelã. Um pouco antes da noite cair, além das coloridas barracas que vendem frutas secas e sucos, pequenos restaurantes das redondezas montam tendas do lado de fora do empreendimento. Geralmente com preços bem camaradas, a experiência é um convite ao pecado da gula e é embalada pela mistura de temperos aromáticos, azeites, carnes e peixes.
Para os que não sucumbem diante da possibilidade de experimentar um prato diferente, há opções exóticas como as sopas de caramujo ao vapor e ensopado de cérebro de carneiro. Você poderá experimentar um prato delicioso quando o garçom lhe trouxer fumegantes tajines, ensopados que vão para a brasa dentro de um recipiente de barro em forma de cone. Os tajines mais tradicionais são os de frango com limões sicilianos e azeitonas.


Versões sofisticadas do prato, com carnes suculentas, são encontradas no restaurante Tangia (14 Derb Jedid, Mellah). A casa também entretém a clientela refinada com apresentações de dança do ventre e moças que equilibram velas e lustres sob suas cabeças.
Comer e dormir num riad
Outra experiência gastronômica muito recomendada é o cuscuz marroquino, preparado com sêmola de trigo, condimentos e carnes ao gosto do freguês, que pode ser desde aves até carneiro, sem contar as versões vegetarianas.
Bons lugares para degustar as iguarias marroquinas são os restaurantes dentro dos riads. Mansões antigas, esses complexos são divididos em quatro partes e têm um pátio interno, onda há uma fonte ao centro. Localizados dentro da medina, tais casarões pertenceram a ricos comerciantes, conselheiros ou membro da família real marroquina. Com o passar do tempo, as propriedades foram vendidas e transformadas pelos europeus como uma nova forma de hospedagem.
Em Marrakesh, estão os mais preservados e exuberantes de todo o norte da África, datados do século 17. Atrás dos grossos tijolos de barro, um oásis de tranqüilidade e silêncio invade essas mansões-hotéis. Mesmo localizadas na medina, é como se toda a agitação dos mercados e o vibrante cotidiano do centro ficassem para trás.


 Mais do que se hospedar luxuosamente à moda marroquina, os riads são um meio de conhecer melhor a cultura local e usufruir de serviços personalizados. Em outras palavras, o complexo possibilita um grande contato com os locais, que ficam muito contentes quando o visitante pronuncia alguma palavra em árabe, como shukran (obrigado), apesar de o francês, por conta do país ter colonizado o Marrocos, ser bem difundido entre eles.
Outra vantagem de ficar nesses hotéis é que ali costuma-se oferecer massagens e típicos tratamentos à base de lama, chamados hammas. Aproveite porque é mesmo tradição ser “empanado” e rolado na lama. Alem dos riads, tais terapias são oferecidas em casa de banho encontrada por toda cidade. A diferença é que nessas a freqüência avassaladora é de nativos.
Uma vez numa casa de banho, o primeiro procedimento é lavar o corpo com um sabonete negro. A seguir, a tebbaya (atendente de banho) enche um balde de madeira com água quente e o despeja sobre a cabeça do freqüentador. Então ela abre um saquinho com o produto à base de lama e o mistura com água, obtendo uma pasta, que é aplicada por todo o corpo e fica agindo por alguns minutos.
O tratamento, uma espécie de esfoliação, é utilizada pelos berberes há milênios e parece surtir efeito. Quando aliado a massagens relaxantes, a combinação é perfeita.  Em relação aos Riads, os preços das casa de banho pública costumam ser mais baratos, mas é preciso levar colchão de plástico, chinelo e toalha. Sem contar as barreiras lingüísticas, afinal, é bem provável que a assistente de banho lhe dê as instruções em árabe.
Paciência para pechinchar
E é bom mesmo estar bastante relaxado antes de entrar nos souqs, mercados centrais situados nas estreitas ruas da medina, onde negociação, herança indelével dos árabes, é a palavra-chave. Isso porque preços fixos existem apenas em poucas lojas, que trabalham em cooperativas.
Para entrar nesse “jogo de sedução”, é preciso alguns dias de treino para passar a tratar o processo da pechincha como um desafio instigante, e não como sinônimo de cansaço e estresse. Por isso, não perca a cabeça e tente aproveitar para adquirir produtos locais como lenços típicos, luminárias, artigos, para o preparo de tajines, chás, ervas aromáticas e medicinais, velas, temperos e pedras a preços ínfimos.
Mesmo que o turista diga um “não” convicto diante do valor oferecido, o vendedor segue perguntando: “Você realmente gostou?” ou “Quanto quer pagar por esta peça então?”. Se, na sua opinião, o preço ainda não é satisfatório, deixe a loja, sem medo. Possivelmente, ele correrá atrás do comprador e concordará com sua proposta. Em alguns casos, apos o negócio ser selado, o comerciante pode convidá-lo para um chá no dia seguinte, quando ele mostrará mais produtos. Desta vez, sem compromisso.
Em meio a esse turbilhão de pessoas e conversas, cinco vezes ao dia uma voz, seguida por uma música marcante, ecoa por toda a cidade, chamando os fiéis para a salah (reza). Nesse momento, muitas lojas baixam temporariamente suas portas. Pausas nas negociações regadas a chás.
Entre tapetes e mosaicos
O chamado leva muitos mulçumanos à Mesquita “Koutoubia Minaret”, dona de uma torre de 70 metros, que marca a paisagem da cidade desde o século 12. Embora a entrada seja restritas aos fiéis, é possível passear pelos jardins e observar o movimento. Também em templos menores dentro dos souqs, dá para avistar um pouquinho da entrada, decorada com tapetes magníficos, e ver os homens deixando os sapatos do lado de fora, num clima de muita religiosidade e tranqüilidade.


Para saciar a curiosidade de como são os templos por dentro, é recomendável a visita a antiga escola do alcorão “Ali Ben Youssef Medersa”. Fundada no século 14 e em funcionamento até 1962, a escola foi a maior do Norte da África e ainda permanece esplendorosa. Assim, chamam a atenção os balcões de madeira trabalhada e pisos e paredes de mosaicos coloridos. Os 130 quartos serviam de morada aos 900 estudantes, que se debruçavam sobre as leis do Alcorão. E a vida não era fácil: além da disciplina e do intenso ritmo de orações, todos os aprendizes dividiam apenas um banheiro.
Outra mesquita famosa de Marrakesh é a Kasbah, que leva ao mausoléu do sultão Ahmed El- Mansour, morto em 1603. Nesse local, ele mandou constuir cerca de 170 túmulos ricamente ornamentados, dedicados às esposas, empregados e parentes. A mãe do sultão, por sua vez, possui um mausoléu próprio, também decotado com opulência.
Para conhecer mais o estilo de vida dos antigos e megalomaníacos sultões, o Palácio La Bahia (A Bonita) é uma boa pedida. Ali, em uma área de oito hectares, espalham-se 150 deslumbrantes quartos, que abrigavam, no século 19, o harém de Abu Ahmed, que tinha quatro esposas e 24 concubinas.

Durante a visita, o guia local explica a razão para a existência de tantas fontes, jardins e áreas abertas. Como as escolhidas do monarca não participavam da vida pública, não freqüentavam os mercados e não podiam ser vistas por outras pessoas, essas idílicas áreas eram o máximo do mundo externo a que elas tinham acesso. Outra parada interessante é o Museu de Marrakesh, um palácio do século 19 recém- restaurado. A construção é emblemática para a cidade porque, em 1965, ali funcionou a primeira escola para mulheres de Marrakesh.
Rumo às areias do Saara
         Ainda que Marrakesh represente muitíssimo bem todo o exotismo e a “mágica” – ou pesadelo, dependendo do que espera o turista – atribuído ao Marrocos, como atestou o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que em suas memórias rasgou elogios à cidade, a oportunidade de seguir viagem rumo à região central e ao deserto não pode ser desperdiçada.


           Somente se afastando em definitivo do ritmo da cidade, de sua medina e de seus souqs e mesquitas apinhados de gente é que se torna possível captar melhor a cultura dos berberes, principalmente nas regiões montanhosas. Após sobreviverem as invasões árabes e muito mais tardiamente à espanhola e francesa, os berberes mantiveram resquícios de sua cultura em aldeias como as localizadas na Cordilheira do Atlas. A cadeia montanhosa, com uma extensão de 2.400 Km no norte da África – cortando alem do Marrocos, a Argélia e a Tunísia -, é um belíssimo ponto de passagem para se alcançar as areias douradas do deserto. Mesmo segurando-se na poltrona do carro e suando de tensão por causa da tortuosa e estreita estrada de mão dupla, vale a pena encarar o trajeto rumo ao topo da montanha. De Marrakesh, a viagem até o ponto mais alto dura cerca de três horas de carro. Recomenda-se passar a noite em alguma pousada nas montanhas, ver o nascer do sol - deslumbrante e gelado- e só então seguir rumo ao deserto.


 Mesmo para os mais aventureiros, é aconselhável contratar os serviços de uma agência de viagem local. Afinal,percorrer o deserto é uma tarefa complicada, não só pela extrema dificuldade de localização e pelas tempestades de areia, mas também porque é muito fácil ficar atolado. Um guia local não só passa segurança, como também oferece longos bate papos sobre a cultura e as tradições da região. Geralmente, as excursões reúnem pequenos grupos. Além do motorista, mais quatro pessoas dividem caminhonetes 4x4.
        A paisagem é fantástica. É tão grandiosa e isolada que, caso você gritasse, certamente ninguém lhe ouviria. Da Cordilheira do Atlas até o Saara, o caminho vez por outra revela cidades pequenas, vales e oásis. Saindo cedo, dá para fazer diversas paradas pelo caminho e ainda alcançar o deserto antes do pôr do sol.
A primeira pausa é no Kasbah Ait Benhaddou, a 32 Km do município de Ouarzazate. Típicos da região, os kasbahs  são cidadelas com fins de defesa. Eles foram criados e comandados pelas antigas famílias que detinham o poder e ficam em pontos onde já houve interesse comercial por açúcar, sal ou ouro.

Ali, a paisagem já está mais árida, o solo é rachado e bastante pedregoso. É possível que alguns viajantes reconheçam o kasbah de imediato. Tombado pela Unesco, o complexo serviu de cenário para filmes como o Gladiador, Jesus de Nazaré, Lourenço da Arábia e A Jóia do Nilo. Estima-se que a construção de tijolos avermelhados seja do século 11, mas com uma ajudinha de Hollywood, a fortificação está praticamente nova em folha.
De volta a estrada, o guia aponta uma área cheia de pedras. É um cemitério da região que quase passaria desapercebido. Lá, os túmulos femininos são marcados com duas pedras e os masculinos, com três. Não há nomes. “Quando vamos ao cemitério, não importa quem descansa ali”, diz o guia. “Visitamos e oramos por todo mundo”, completa ele.
A próxima cidade no caminho é a Ouarzazate, que exibe o Kasbah Taorirt, onde os povos da Cordilheira do Atlas e dos Vales Draa e Dadis faziam negócios. Nos anos de 1950, a indústria cinematográfica  também descobriu essa pequena cidade, que logrou aos cinéfilos o estúdio Atlas Film Corporaions, que pode ser visitado. Com truques de filmagem, a paisagem da região se transmutou em diversos cenários, como Roma, Tibet, Somália ou Egito. Agora sim: depois dessa explicação, dá para entender por que há dois sarcófagos em frente ao museu do cinema.

Água no deserto de pedra.
          Entre as cidades de Agdz e Zagora, separadas por um trajeto de 95 Km, estão os vales Draa e Dadis, que recebem a águas que desce da Cordilheira do Atlas e produzem um milagre: um oásis em meio ao deserto de pedra, repleto de vegetação. Nesse trecho da estrada, grupos de crianças que, segundo o guia, andam vários quilômetros para chegar à escola, caminham sob o sol, disputando espaço com os carros, já que acostamento é algo inexistente nesse trecho.
Conforme o veículo se aproxima da cidade de M´Hamid, quase na divisa com a Argélia, o controle fica mais acirrado. Guardas fazem sinal de parada, pedem documentos e credenciais do motorista, olham de forma curiosa para os turistas dentro do carro, despedem-se e liberam a passagem. O processo pode ocorrer mais de uma vez. “É normal”, diz o guia. “ Estamos perto demais das fronteiras e, como havia antigamente acirrados conflitos entre Marrocos e Argélia, é natural um controle mais intenso”, explica. De fato, o turismo foi retomado na região nos anos de 1990, já que, antes, a disputa dos dois países pelas areias do Saara Ocidental fazia do território um espaço bastante tumultuado.
Outra marca de M´Hamid é ser o último pit stop para carros e visitantes antes do “ataque” ao deserto. É a derradeira oportunidade, portanto, para comprar água e outros produtos e para que o veículo seja abastecido. Agora são mais 56 Km pela frente, que em off-road vence em cerca de duas horas e meia, dependendo das condições climáticas, até Erg Chigaga. Desse total, 40 Km são percorridos por entre dunas douradas a 300 metros de altura no mítico Deserto do Saara.Mesmo dentro do carro, a imensidão de areia, não importe para qual lado os olhos escolham observar, e um deleite para os sentidos.

Uma rápida “atolada” do veículo na areia até deixa os turistas felizes pela possibilidade de parar no meio do nada, fazer fotos de cartão-postal e rir com o grupo empurrando o carro duna abaixo. Nessa hora há quem diga que a travessia  a bordo de um camelo pouparia tal perrengue, mas os cinco dias a mais, quem sabe até uma semana, não compensam os 15 minutos perdidos.
Não há nada nem ninguém a vista, mas o guia dirige calmo, apreciando, também ele a paisagem. É fácil perder o senso de direção e somente o sol dá uma vaga idéia da localização, quando está à frente, à direita ou a esquerda em relação ao veículo. O guia cai na risada quando indagado se sabe onde está. “Estou em casa”, afirma confiante.
Overdose Visual
          Chegar a Erg Chigaga é uma experiência única, quase religiosa. Mesmo cansados da viagem,  os visitantes nem pensam duas vezes para subir as dunas e ter “a” recompensa de lá de cima: o sol se pondo atrás da imensidão da areia dourada. Uma overdose visual, contemplada em silêncio.
  Cada agência de turismo oferece possibilidades diferentes para testemunhar este espetáculo. Algumas, por exemplo, organiza um jantar, coisa simples devido às adversidades locais, e acendem uma fogueira. Em volta dela, outros grupos que também fizeram o tour contam sua aventuras.



De repente, o fogo se apaga. A ausência total de luz, com exceção das lanterninhas dos viajantes, ressalta o céu maciçamente estrelado. Prepare o arsenal de desejos, pois você não verá em qualquer outra ocasião tantas estrelas cadentes em tão pouco tempo. Se não fosse pelo frio severo que chega com o cair da noite, a vontade seria de dormir do lado de fora do acampamento, dotado de tendas simples equipadas com tapetes, colchões e cobertores, que amenizam a sensação térmica. Apesar do frio, a noite passa rápido. A dica é deixar o sono de lado e levantar antes do sol nascer, para procurar o melhor local para apreciar este outro show da natureza.

             Com a luminosidade de volta, vale explorar as dunas num passeio de dromedário. Um pouco preguiçosos, os animais resmungam ao serem colocados no batente. Dois nativos domam o humor dos bichos e ajudam as moças a subirem. Mantenha as costas eretas e para trás. O balançar é quase monótono, não fosse pelas tropeçadas que os dromedários dão ao afundar as patas na areia ao descer as dunas. Os donos, que puxam os animais, dão risada e perguntam se está tudo bem. Logo a maioria dos participantes pega o jeito e praticamente se sente um experiente nômade do deserto.


Começa a esquentar. A paisagem ainda prende o olhar, mas logo chega a hora de partir. Não houve, obviamente, um passeio num tapete voador, mas todos os símbolos marroquinos marcaram presença – e proporcionaram altas experiências – tanto em Marrakesh como no caminho até o deserto. Mão há o que trazer conosco a não ser essa “montanha” de vivências, além de um punhado de areia do Saara, o tradicional chá de hortelã, as coloridas e perfumadas especiarias, os lenços, as semijoias e outros achados dos souqs... 

3 comentários:

lahcen oulfakir disse...

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